A história do pão francês

O pão nasceu no dia em que o homem percebeu que ao deixar a massa fermentar naturalmente pode-se acrescentar sabor e textura. O pão francês é um alimento simples, porém essencial, como o ar que respiramos ou a água que bebemos. Há várias receitas de pães saborosos de todos os tipos, que se diferenciam de um país […]

O pão nasceu no dia em que o homem percebeu que ao deixar a massa fermentar naturalmente pode-se acrescentar sabor e textura. O pão francês é um alimento simples, porém essencial, como o ar que respiramos ou a água que bebemos. Há várias receitas de pães saborosos de todos os tipos, que se diferenciam de um país para outro.

Alguns são feitos somente com farinha, outros possuem muitos ingredientes para deixá-los diferentes e deliciosos. Os pães podem ser feitos pelas mãos do padeiro, por máquinas e por donas de casa habilidosas. Você tem curiosidade em saber como surgiu o pão francês? Então acompanhe esse artigo.

Veja agora a evolução do pão com o passar dos anos.

Pré-história

Há cerca de 5000 anos o homem inventou o pão. Antes desta descoberta, ele usou preparações de cereais, mingau e panquecas como a base de sua alimentação diária.
Durante a era Neolítica, catadores estavam colhendo grãos selvagens que cresciam abundantemente na região. Eles trituravam e obtinham uma farinha grossa que usavam para fazer pães cozidos rudimentares diretamente sobre o fogo.

O quinto milênio foi marcado pelo aparecimento das primeiras culturas de trigo na Europa Central. No Oriente Médio, foi a partir da caça no 8ª milênio com a coleta nômade, assim foram gradativamente passando para a agricultura.

Graças ao clima particularmente favorável, os agricultores cultivavam muitas variedades de gramíneas. Na mesma região apareceram os primeiros fornos em forma de tronco de cone (7000 a.C). Estes fornos são usados ainda hoje no Afeganistão, onde tem o nome de “tafur ” ou “Tanur”.

Egito antigo

Historiadores consideram que foram os egípcios que inventaram o pão no quinto milênio antes de Cristo. A lenda diz que um padeiro egípcio muito distraído se esqueceu de sua massa em um canto, por um tempo, então ela começou a fermentar, surgindo o primeiro fermento do mundo.

Os egípcios tinham terras férteis nas margens do Rio Nilo, onde as primeiras culturas desenvolveram os grãos em abundância. Devemos a eles muitas invenções, incluindo a farinha peneirada.

Os gregos antigos e a invenção dos primeiros mecanismo de fazer pão

Os gregos descobriram por sua vez, o pão e o engenho que lhes permitiu melhorar rapidamente a tecnologia e diversificar os produtos. Eles projetaram o moinho Olynthian, que consiste em duas rodas sobrepostas impulsionadas por escravos, utilizando uma alavanca.

Foi também na Grécia Antiga que surgiu o padeiro, que começaram produzindo doces. Eles ofereciam até 72 variedades de pão no século 2 a.c. Isso mostra a importância do pão na alimentação desta grande civilização.

Romanos: os desafios do pão

Os romanos estavam em contato com a civilização grega, por isso também descobriram a arte de fazer pão. Eles trouxeram consigo os padeiros helenos reduzidos a escravos, que lhes ensinaram as técnicas para fazer o pão. Os romanos desenvolveram a cultura do trigo que está presente em todo o Império Romano. Os romanos melhoraram a técnica dos gregos com métodos de refino de amassar a massa e empurrar o refinamento para fazer pães em forma de pássaros, lira, estrelas, etc.

Os romanos idolatravam o pão como se fosse um Deus. No século 1 d.c, Plínio, um naturalista romano, afirmou que o pão era incorporado na espuma da cerveja (isto é, o aumento de levedura na superfície do líquido durante a fermentação da bebida). Isto demonstra que durante muitos anos não existia dúvidas sobre uma relação entre a produção de pão com a da cerveja.

Século 18 e 19

Séculos do progresso industrial e científico. O período compreendido entre o século 18 e 19 foi muito propício para a modernização da produção de pão que retornou gradualmente na era industrial. As colheitas, que eram realizadas com o trabalho braçal dos homens, foram facilitadas graças as máquinas que substituíram os homens e aceleravam a colheita. Logo se iniciou a criação das primeiras usinas a vapor e surgiu o desenvolvimento de misturadores mecânicos, importantes no campo de fornos, então o pão se tornou industrial.

Primeira e Segunda Guerra Mundial: Pão na guerra

Durante a 1ª Guerra Mundial, o pão foi um alimento de luxo porque era muito raro. Havia muito trigo nos campos usados nas batalhas, sendo assim havia a mobilização dos padeiros para a colheita. Mulheres substituíram os homens no trabalho de socar a massa manualmente. Mas elas estavam equipadas de materiais para facilitar o trabalho, como os misturadores mecânicos que foram fortemente desenvolvidos durante este período.

A Europa sobreviveu economicamente importando o trigo. Os Estados Unidos se recusaram a fornecer trigo para a Alemanha e Áustria, pois os cereais eram um meio de pressão política e econômica. Já o século 20 foi mais tranquilo, pois o pão ficou acessível novamente. Foi nesta época que nasceu a farinha e logo se tornou um enorme sucesso.

A farinha também se tornou o símbolo da França em todo o mundo. Os anos seguintes foram de pouca paz porque foi deflagrada a Segunda Guerra Mundial, trazendo desolação e escassez. O pão ficou racionado e com pouca qualidade: ele tinha um aspecto cinza, preparado com uma mistura de farinha de trigo integral, feijão, milho, cevada, batata, arroz e muitos outros ingredientes. Basta dizer que este pão não tinha sabor de dias felizes.

Anos 50 até hoje

História do pão francês no brasil

Após a Segunda Guerra Mundial, o pão se tornou um grande sucesso. O pão preto também, mas recordava os anos de guerra e ninguém queria ouvir sobre isso. No entanto, os anos 50 foi uma época de prosperidade. O aumento dos salários permitiu que as pessoas tivessem acesso a produtos alimentares como: queijo, carne, peixe, etc. Então ocorre uma enorme queda no consumo do pão.

As população começava a perceber que o pão estava as deixando gordas, foi então, que este alimento virou comida de “pobre”. Até mesmo a “nova cozinha” dos anos 80 não aceitava a ideia de servir pão como uma comida na mesa.  Mas, felizmente passou o tempo e os consumidores ficaram cada vez mais exigentes escolhendo o autêntico gosto do pão e também outros com qualidades benéficas a saúde nutricional.

Surgindo o desejo das pessoas por qualidade de vida e bem estar surgiu o desejo de cada uma fazer em casa seu próprio pão. Escolhendo seus ingredientes, testando novas misturas e produzindo um pão quente e crocante. Hoje em dia com a globalização, a migração de populações, o comércio internacional e a abertura das fronteiras houve uma grande contribuição para o intercâmbio cultural.

Novas tendências de consumo emergentes surgiram nos últimos anos havendo um enorme progresso na forma de fazer o pão e outras variedades de pães atendendo a expectativas de diversos públicos. Tais como pães com taxa de sal reduzida, pães orgânicos, pães sem glúten, etc.

O pão francês no Brasil

Na Década de 1910 a elite viajava para Paris em média uma vez ao ano, faziam isso para manter-se atualizados com todas as novidades do mundo. Na cidade do Rio de Janeiro (capital do Brasil na época), surgiu muitas confeitarias e cafés com os mesmos hábitos franceses. Logo as padarias que antes faziam somente pães com o miolo escuro e com uma casca grossa começaram a imitar os franceses fazendo pães com uma casca de cor dourada e um miolo branco.

Então, como o pão ganhou mais fama na França, os padeiros locais fizeram uma receita parecida e a batizaram de pão francês. Na verdade, esta receita além de parecida era muito mais saborosa do que o pãozinho da França, por ser acrescentado gordura na massa e açúcar, o pão ficou mais gostoso e muito mais macio. Hoje em dia, muitos afirmam que o pão francês brasileiro é um dos melhores do mundo.
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